O economista-chefe da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), Maximo Torero, afirmou nesta quarta-feira (5) que o mundo está à beira de mais uma onda de inflação dos preços dos alimentos, já que as guerras no Irã e na Ucrânia, somadas ao El Niño, criam uma tempestade perfeita de aumento dos custos e redução na produtividade das safras.
Os preços dos alimentos foram um dos principais fatores por trás do aumento da inflação global em 2022, mas têm se mantido relativamente moderados neste início de ano, chegando até a amenizar, em alguns lugares, o aumento causado pelos altos custos da energia.
No entanto, é provável que essa calmaria seja temporária, já que os preços mais altos do petróleo, a falta de fertilizantes da região do golfo Pérsico, a escassez de diesel em algumas partes do mundo e os fenômenos climáticos extremos estão se refletindo nos custos e aparecerão nos preços ao consumidor, mesmo que com algum atraso."Espero que os preços das commodities comecem a subir mais agora... e que os preços dos alimentos comecem a subir até o final do ano; no próximo ano, com certeza, eles subirão ainda mais", avaliou Torero em entrevista à agência de notícias Reuters.









