Um El Niño com potencial para atingir intensidade recorde está se fortalecendo no Oceano Pacífico, aumentando o risco de secas e inundações em algumas das principais regiões agrícolas do planeta.

No início deste mês, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estimou em 63% a probabilidade de que o fenômeno atinja a categoria “muito forte” ainda este ano.

Na semana passada, o banco JPMorgan alertou que a combinação entre um El Niño intenso e preços do petróleo acima de 100 dólares por barril pode elevar a inflação global dos alimentos em até 1,5 ponto percentual.

A intensificação do fenômeno ocorre em um momento delicado para a segurança alimentar mundial. O planeta já convive com dois grandes conflitos – na Ucrânia e no Oriente Médio – que afetam cadeias de suprimentos, custos de produção e rotas comerciais. Ainda assim, o abastecimento global de alimentos tem demonstrado resiliência.

A questão agora é saber se essa terceira ameaça será capaz de romper esse equilíbrio e desencadear uma nova crise alimentar global.