Durante o encontro, o senador repetiu declaração já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral e fez menção ao episódio em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi declarado inelegível 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Daniel Ramalho/AFP Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta quarta-feira mostram que 68% dos brasileiros não ficaram sabendo da reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e das informações falsas sobre as urnas eletrônicas ditas por ele no evento. Na ocasião, o presidenciável mencionou dados inverídicos, já desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre a atuação da empresa venezuelana Smartic no Brasil. Questionados pela Quaest sobre o episódio, somente 32% dos entrevistados responderam que tinham conhecimento sobre o caso e 68% disseram o contrário. Entre eleitores independentes, segmento que não se considera lulista nem bolsonarista, são 75% os que afirmaram não ter ouvido sobre o encontro e 25% que afirmaram ter ciência da reunião. O levantamento também mostrou que a maior parte dos eleitores (54%) afirmou que o caso não mexe com a intenção de votar em Flávio em outubro e apenas 26% disseram que, após o episódio, as chances diminuíram e 15% afirmaram que elas aumentam. Outros 5% não responderam. Já entre eleitores bolsonaristas, 49% afirmam que a declaração não muda a percepção deles em relação a Flávio, 45% respondem que a fala aumenta a possibilidade de apoiarem Flávio em outubro. Entre eleitores independentes, por sua vez, 65% consideram que o caso não mexe com a hipótese de endossarem o senador na disputa presidencial, 21% dizem que as chances diminuem e 8% afirmam que elas aumentam. Entenda o caso Ao discursar para os embaixadores, Flávio repetiu uma informação falsa já esclarecida pelo TSE, a de que a Smartmatic forneceu urnas para o Brasil. — Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país — afirmou Flávio, que acrescentou: — Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana. A empresa venezuelana chegou a participar de uma licitação para fornecer urnas ao TSE em 2020, mas perdeu a disputa para a Positivo. Segundo a Corte, a Smartmatic celebrou contratos com o tribunal apenas para suporte técnico para conexão de dados. Diante de diplomatas, o pré-candidato ao Palácio do Planalto afirmou que o pai foi punido por realizar uma reunião semelhante com embaixadores, em julho de 2022, quando apresentou críticas ao sistema eleitoral brasileiro. — Essa é uma reunião bem diferente para mim porque meu pai está preso e uma das razões foi uma reunião com embaixadores de diversos países denunciando alguns pontos da nossa eleição — disse em inglês. Em seguida, corrigiu a declaração, dizendo que seu pai, na verdade, está inelegível por conta da mencionada reunião. — Jair Bolsonaro está inelegível depois de uma reunião com embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação a seus países. A fala faz referência ao encontro realizado por Jair Bolsonaro com embaixadores no Palácio da Alvorada, em 2022. Na ocasião, o então presidente utilizou a reunião para levantar, sem apresentar provas, suspeitas sobre o sistema eletrônico de votação brasileiro. Ao condená-lo à inelegibilidade por oito anos, o TSE concluiu que Bolsonaro abusou do poder político e fez uso indevido dos meios de comunicação ao mobilizar a estrutura da Presidência da República e a transmissão da TV Brasil para disseminar informações falsas sobre o processo eleitoral e desacreditar a Justiça Eleitoral perante representantes estrangeiros.
Genial/Quaest: 68% não sabiam da reunião de Flávio com embaixadores sobre as eleições
Durante o encontro, o senador repetiu declaração já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral e fez menção ao episódio em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi declarado inelegível










