Levantamento aponta que 41% apoiam veto por suposta violação de medidas cautelares do ex-presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro lê carta do ex-presidente Jair Bolsonaro em live para apoiadores — Foto: Reprodução/YouTube A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que, para a maioria dos eleitores brasileiros (52%), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi "errada". Outros 41% veem como "certa" a ordem judicial. A decisão, válida por 90 dias, foi determinada no último dia 13 de julho, após o parlamentar divulgar em suas redes sociais uma carta escrita pelo pai sobre sua campanha à Presidência da República. Para a defesa do ex-presidente, conforme mostrou o GLOBO, a proibição é "desproporcional" e "excessiva" por limitar o "convívio familiar" entre eles. As medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar pela condenação na trama golpista, determinam que ele utilize tornozeleira eletrônica. O ex-presidente não pode usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa "diretamente ou por intermédio de terceiros", além de estar proibido de utilizar as redes sociais e ter fotos ou vídeos divulgados por outras pessoas em tais plataformas. Na avaliação de Moraes, Flávio utilizou a visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes, burlando a proibição. A defesa do senador classificou o veto como "desproporcional" e "excessivo". A avaliação de que a proibição foi "errada" é predominante entre os bolsonaristas (92%) e os direitistas não bolsonaristas (83%), mas também atinge 50% entre os independentes (nesta faixa de eleitores que não se associam a algum espectro político, e por isso é especialmente disputada pelos concorrentes ao Planalto, 39% consideraram como "certa" o veto às visitas de Flávio). Um quarto dos lulistas (25%) considerou a decisão de Moraes "errada", assim como um quinto dos esquerdistas (51%). Nestas faixas, porém, sete em cada dez entrevistados avaliou a ordem como "certa" (70% e 73%, respectivamente). Os dados da Quaest ainda mostram que, para 59% dos eleitores brasileiros, foi "positivo" que o candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, tenha feito as pazes em público com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL). A crise entre os dois havia escalado desde a divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama o acusava de tê-la maltratado e desrespeitado suas opiniões políticas. Depois de um pedido de desculpas do enteado, um mês depois do racha familiar, Michelle declarou publicamente seu apoio à candidatura presidencial do correligionário. Um quarto dos entrevistados (25%) avaliou a reconciliação pública como negativa, e 16% não souberam ou não responderam. Os dados mostram, porém, que a maioria do eleitorado (59%) não sabia que Flávio e Michelle tinham feito as pazes, contra 41% que sabiam. O levantamento foi realizado entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026. Reconciliação de Flávio e Michelle A avaliação positiva do entendimento entre enteado e madrasta foi predominante entre bolsonaristas (90%) e eleitores de direita (88%), mas a reconciliação também foi bem vista entre os independentes (53%). Embora Michelle não tenha aparecido ao lado do senador em eventos públicos, o aceno da candidata ao Senado pelo Distrito Federal atenuou os temores da campanha bolsonarista de que a briga pudesse prejudicar o desempenho sobretudo nos segmentos feminino e evangélico. Segundo a Quaest, avançou em oito pontos desde a pesquisa anterior a proporção de eleitores para quem o apoio de Michelle aumenta as chances de vitória de Flávio (38% a 46%). Aqueles que não veem impulso ao senador oscilaram para baixo dentro da margem de erro, de 47% a 45%. Corrida à Presidência Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida ao Planalto, o petista aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Flávio, que, na sondagem anterior, perdia por 45% a 37%, embora os dados variem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. É a oitava pesquisa do instituto no ano para as eleições de outubro — e a primeira da empresa depois das convenções que escolheram os candidatos a presidente, do novo tarifaço de Donald Trump, da reconciliação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar novas investigações contra Lulinha, filho de Lula. Segundo os dados, se a eleição fosse hoje, Lula superaria o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, por 45% a 37%, e o nome do Novo, Romeu Zema, por 46% a 34%. A sondagem aponta variação dentro da margem de erro nos dois cenários de segundo turno. Numericamente, o ex-governador de Goiás reduziu em um ponto a diferença para o atual presidente, que, por sua vez, abriu 12 pontos contra o ex-governador de Minas Gerais nesses eventuais embates diretos. Contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, Lula lidera por 45% a 35% (em julho, 45% a 33%). Primeiro turno No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para baixo. Ele aparece com 39% das intenções de voto, contra 30% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 40%, e o senador, 28%. Quatro pré-candidatos — Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) — não pontuaram. Indecisos são 10%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar somam 8%. Lula (PT): 39%Flávio Bolsonaro (PL): 30%Ronaldo Caiado (PSD): 4%Renan Santos (Missão): 4%Romeu Zema (Novo): 2%Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%Augusto Cury (Avante): 1%Samara Martins (UP): 1% A escolha de voto é definitiva para 69% dos brasileiros, quatro pontos acima do que foi registrado no levantamento anterior (65%). Aqueles que afirmam ainda poder mudar de voto são 31% — em meados de julho, eram 35%. Rejeição Flávio é o candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 54% dos eleitores no momento, num recuo de três pontos percentuais desde a última divulgação, quando 57% afirmaram que o conheciam e não votariam nele. Lula vem em seguida, com 52%. Os dados desta Quaest interrompem a tendência de queda dos últimos meses neste número. Em junho, o petista era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril. Na sondagem anterior, era de 50%. Alta na aprovação do governo Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam. A aprovação do governo Lula recuou para além da margem de erro entre os independentes, que não se associam à esquerda nem à direita (de 45% a 42%). A desaprovação subiu entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos (54% a 58%). No entanto, a aprovação do petista subiu cinco pontos no Nordeste, de 61% a 66%. Avaliação do governo Em relação à avaliação do governo, o cenário também é de estabilidade. Segundo a Quaest, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — em julho de 2025, era 40%. Em um recorte de um ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.