O Conselho Federal de Medicina abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades, como o pagamento de férias em dobro e gratificações ilegais pelo âmbito do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). O valor que teria sido desviado ultrapassa R$ 1 milhão.

O procedimento foi aberto na semana passada, e no próximo dia 13 de agosto uma força-tarefa do CFM desembarca na sede do conselho regional para iniciar uma varredura. Segundo os documentos a que a coluna teve acesso, as irregularidades teriam sido cometidas entre 2018 e 2023.

Uma auditoria do CFM identificou o pagamento indevido de horas extras e gratificações a 27 servidores. Destes, 11 assinaram um Termo de Confissão de Dívida e devolveram os valores.

Além disso, segundo a análise, houve pagamento de comissões irregulares, configurando remuneração dupla, e inconsistência no cálculo de férias.

O principal beneficiário dos repasses seria o superintendente jurídico do Cremesp, Carlos Magno dos Reis Michaelis Júnior. Sozinho, teria embolsado mais de R$ 500 mil do dano total apurado.