As medidas econômicas anunciadas pelo governo federal neste ano de eleições têm impacto positivo sobre a economia, mas não colocam em risco as metas fiscais e o controle da inflação, afirma o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello.
Em entrevista à Folha, ele rebate críticas ao que vem sendo chamado por alguns analistas como um pacote eleitoral de bondades, que soma quase R$ 200 bilhões, e diz que as ações têm impacto limitado sobre a demanda, o mercado de crédito e a dívida pública.
Mello cita dois estudos divulgados no início de julho pelo ministério. O primeiro aponta benefícios sociais e econômicos dessas medidas. O segundo calcula que a alta das expectativas de inflação desde março não decorre do estímulo à demanda esperado com essas políticas.
Sobre as preocupações com a política fiscal, afirma que o país fechará o próximo ano com as contas no azul. Para ele, o governo já fez parte do trabalho para entregar um ajuste das contas públicas gradual e sustentável e tem instrumentos para dar continuidade a esse processo.
Leia abaixo trechos da entrevista.











