Autoridades da área econômica do governo Lula afirmam que o déficit nas contas da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem travado o aval para contratações de empréstimos de quase R$ 3,5 bilhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao Banco Mundial.
Em 2025, o município teve resultado patrimonial consolidado deficitário de R$ 21,7 bilhões, ante um superávit de R$ 5,2 bilhões em 2024. Para 2026, a previsão é de novo déficit.
Como o Painel mostrou nesta segunda-feira (3), a prefeitura acusou, em ofícios enviados ao Senado e ao TCU (Tribunal de Contas da União), o governo Lula de travar, sem motivo, três operações de crédito com recursos para eletrificação da frota de ônibus e ampliação da rede municipal de saúde.
Nos ofícios, enviados em 22 de julho, a gestão Nunes diz que já obteve aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), mas que o aval segue empacado na Casa Civil.
A prefeitura tem até o dia 24 de agosto para obter a garantia do governo federal. Caso contrário, o processo, que se arrastou por meses, terá de recomeçar, atrasando os investimentos. Nos ofícios, a gestão Nunes aponta "inércia" do governo federal.











