Aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), acusou, em ofícios enviados ao Senado e ao TCU (Tribunal de Contas da União), o governo Lula de travar, sem motivos, três operações de crédito com recursos para eletrificação da frota de ônibus e ampliação da rede municipal de saúde.
Os empréstimos, que somam R$ 3,5 bilhões, já foram aprovados junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao Banco Mundial. No entanto, a prefeitura depende do aval da União às operações.
A prefeitura tem até o dia 24 de agosto para obter a garantia do governo federal. Caso contrário, o processo, que se arrastou por meses, terá de recomeçar, atrasando os investimentos.
Nos documentos, enviados em 22 de julho ao Senado e ao TCU, Nunes diz que já obteve aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Na sequência, o Ministério da Fazenda assinou as exposições de motivos que encaminham os pedidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que os remeta ao Senado.
No entanto, os três processos, diz Nunes, encontram-se paralisados na Casa Civil desde abril, pendentes apenas do envio das mensagens do Executivo ao Senado —etapa necessária para que a garantia da União seja concedida aos bancos.








