Produção industrial como um todo recuou 1,8% em junho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os segmentos de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis e também a de produtos químicos foram as principais influências para a queda de 1,8% da indústria brasileira em junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo, no entanto, foi disseminado e observado em todas as quatro categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos industriais investigados pelo IBGE. A produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis recuou 5,9% em junho, ante o mês anterior, a maior pressão para baixo no resultado. O segmento já vinha de um recuo de 6,4% em maio, após cinco altas seguidas, com ganho acumulado de 16,5%. “A atividade de petróleo é a que teve maior impacto no campo negativo. Não está sozinha para explicar a queda geral, mas o segmento responde por algo de 14%, 15% da estrutura da indústria e é o segundo mês de queda”, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo. Segundo ele, a queda foi disseminada entre os produtos que compõem esse segmento. Além dos produtos derivados de petróleo, como gasolina e diesel, houve queda também da produção de álcool, por causa da redução do processamento de cana-de-açúcar, em função do período mais chuvoso. Para o gerente do IBGE, não é possível ver um impacto direto da guerra do Oriente Médio no recuo de produção de derivados de petróleo em junho, avaliação diferente do que tem para os produtos químicos, que foi a segunda maior influência na queda de 1,8% da indústria geral. “Os produtos químicos têm a parte de adubos e fertilizantes, que sofre com os efeitos da guerra. Em junho, a queda foi de 4,3%, que elimina o ganho de 3,6% do mês anterior e é maior que a média da indústria”. — Foto: Solen Feyissa/Unsplash
Derivados de petróleo e biocombustíveis e químicos puxam queda da indústria em junho, diz IBGE
Produção industrial como um todo recuou 1,8% em junho







