Setor acumula crescimento de 0,7% nos 12 meses até junho, e no primeiro semestre, o aumento foi de 1,5% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A produção da indústria brasileira caiu 1,8% em junho, ante maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o indicador teve queda de 0,9% (após divulgação inicial de recuo de 0,2%). Esta foi a maior queda mensal desde dezembro de 2025 (-1,9%). Também foi a maior queda para meses de junho em doze anos, desde junho de 2014, quando a retração foi de 2,9%. O desempenho de junho ficou bem abaixo da mediana das estimativas de 14 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo VALOR DATA, de retração de 0,6%. O resultado também veio inferior ao intervalo das projeções, que ia de recuo de 1,4% a alta de 0,8%. Frente a junho de 2025, a produção industrial subiu 1,7%. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era de crescimento de 3,1% do indicador, conforme levantamento do VALOR DATA. As projeções variavam de alta entre 2,1% e 5,8%. Categorias Todas as quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE tiveram queda na atividade em junho, ante maio. Os bens de capital tiveram recuo de 1,1% em junho, ante maio. Na comparação com junho de 2025, a produção caiu 1,6%. A produção de bens intermediários também apresentou perda de 1,1% na passagem entre maio e junho. A comparação anual, ante junho de 2025, no entanto, aponta alta de 2,7%. A categoria representa cerca de 55% da indústria. A produção de bens duráveis, por sua vez, caiu 3,2% em junho, em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, o indicador teve aumento de 5,2%. O resultado de bens semiduráveis e não duráveis, por sua vez, foi de retração de 4,1% em junho, em relação a maio. Na comparação anual, com junho de 2025, houve estabilidade. A indústria acumula crescimento de 0,7% nos 12 meses até junho. No primeiro semestre de 2026, o aumento foi de 1,5%. — Foto: José Paulo Lacerda/CNI