Retração foi puxada principalmente por combustíveis, mas recuo foi generalizado e é o mais intenso do ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Indústria brasileira — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo/25/03/2025 Com uma queda generalizada, a produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho ante maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira pelo IBGE. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, e mais intensa que a do mês anterior, quando recuou 0,2%. A queda mensal é a mais intensa desde dezembro, quando caiu 1,9%. No acumulado do ano, porém, o setor ainda registra expansão de 1,5%. Nos últimos 12 meses, o avanço é de 0,7%. Queda generalizada Todas as quatro grandes categorias econômicas registraram queda no mês. Bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%) tiveram as maiores retrações. Bens de capital (-1,1%) e bens intermediários (-1,1%) também fecharam no negativo. Entre os 25 ramos pesquisados, 16 apontaram taxas negativas. A influência negativa mais importante veio de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9% em junho. Foi o segundo mês seguido de queda no setor, com perda acumulada de 11,8% no período. Outras contribuições negativas relevantes partiram de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%). Do lado positivo, nove atividades avançaram na produção. Celulose, papel e produtos de papel (5,4%) exerceu a principal influência positiva sobre a média da indústria e marcou o terceiro mês seguido de expansão, com alta acumulada de 7,3% no período. Também se destacaram impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%).
Indústria aprofunda queda e recua 1,8% em junho, diz IBGE
Retração foi puxada principalmente por combustíveis, mas recuo foi generalizado e é o mais intenso do ano








