A produção da indústria brasileira cresceu 0,7% em abril, ante março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o quarto mês seguido de crescimento, o que levou a um ganho acumulado de 4,4% no período. Em março, o indicador teve alta de 0,3% (após divulgação inicial de aumento de 0,1%). Também houve revisões para janeiro (de alta de 2,1% para 2,2%) e fevereiro (de 0,9% para 1,1%). O desempenho de abril ficou acima da mediana das estimativas de 23 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,4%, e no teto das projeções. O intervalo das expectativas ia de recuo de 0,4% a alta de 0,7%. Frente a abril de 2025, a produção industrial subiu 2,7%. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era de crescimento de 1,7% do indicador, conforme levantamento do Valor Data. As projeções variavam entre recuo de 0,3% e alta de 2,6%. A indústria acumula crescimento de 0,7% nos 12 meses até abril. No resultado de 2026, até abril, o aumento é de 1,7%. Categorias O crescimento da indústria em abril ante março foi puxado por bens intermediários e duas das quatro categorias tiveram queda: bens de consumo duráveis e bens de consumo semiduráveis e não duráveis. A produção de bens intermediários subiu 1,5% na passagem entre março e abril. A comparação anual, ante abril de 2025, aponta alta de 3,8%. A categoria representa cerca de 55% da indústria. A produção de bens duráveis, por sua vez, caiu 3,2% em abril em relação a março. Na comparação com abril de 2025, o indicador teve queda de 3,4%. O resultado de bens semiduráveis e não duráveis, por sua vez, também foi de retração em abril, em relação a março, de 0,2%. Na comparação anual, com abril de 2025, houve aumento de 3,2%. Os bens de capital ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,1% em abril, ante março. Na comparação com abril de 2025, a produção recua 4,3%. Com o resultado do mês, o setor industrial está 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011 e 4,7% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. — Foto: Jonne Roriz/Bloomberg