No front da guerra cultural travada num cenário global de polarização ideológica, parte da direita tem se colocado em defesa da liberdade de expressão para conter restrições abrangentes de discursos nas redes sociais que setores da esquerda tendem a aceitar ou promover.
Mas esse direito fundamental pode ser deixado de lado de acordo com interesses políticos do momento, como mostra medida recente do governo argentino.
Durante a Copa do Mundo, a seleção da Argentina foi alvo de críticas —desde piadas até duros ataques— por uma conjunção de fatores: erros de arbitragem que geraram acusações de favorecimento; uso excessivo de faltas e provocações; e o histórico de cantos ou gestos discriminatórios realizados por sua torcida.
O fenômeno não ficou restrito à América do Sul, onde a rivalidade com os argentinos é tradicional.
Aproveitando-se do imbróglio, na última quarta (29), o presidente Javier Milei alterou por decreto a Lei de Migrações para que o governo proíba a entrada ou expulse do país estrangeiros que tenham proferido ataques contra a população da Argentina ou ultrajado seus símbolos pátrios.














