Juros x Inflação: Entenda a relação entre eles Crédito: Larissa Burchard/Laís NagayamaGerando resumoNovos sinais de inflação em baixa, no final de julho, reforçam a esperança de juros mais contidos até o final deste ano, propiciando melhores condições de consumo, de crescimento econômico e de emprego no início do novo mandato presidencial, em 2027. Com recuo de 1,16% em julho, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou aumento de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Se a tendência se mantiver, empresas, famílias e governo terão motivos para comemorar.Houve recuo mensal nos preços por atacado (-1,74%) e estabilidade nos preços ao consumidor (-0,01%). Especialmente importante para as famílias foi o arrefecimento dos preços da alimentação, com baixa mensal de 0,74% depois de elevação de 1,06%. Os custos da habitação, também com muito peso no orçamento familiar, subiram 0,35%, depois de terem aumentado 0,64% no mês anterior.Uma redução de juros mais intensa provavelmente só ocorrerá se os dirigentes do BC julgarem possível apostar em contas públicas mais controladas Foto: Marcello Casal/Agência BrasilPUBLICIDADEApesar dessas mudanças, o desafio permanece. Os preços ao consumidor aumentaram 4,03% em 12 meses, ficando pouco abaixo do teto (4,5%) e bem acima do centro da meta oficial (3%). Para alcançar esse alvo o governo ainda tem de batalhar– bem mais do que até agora – pela estabilização de preços.No começo do mês, a mediana das projeções do mercado ainda apontou uma alta de 5,03% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador oficial de inflação. Para o final do próximo ano a estimativa é de 4,22%, segundo o boletim Focus do início de agosto, editado pelo Banco Central (BC). Para 2028 a indicação é de 3,80%.Esse boletim continua mostrando, para este e para os próximos dois anos, a combinação de aumento de preços ainda acima da meta e crescimento econômico medíocre. De acordo com os cálculos do mercado, o Produto Interno Bruto (PIB) – agregação de valor dos bens e serviços gerados em cada período – deve aumentar 1,99% em 2026, 1,57% em 2027 e 2,00% em 2028. São números medíocres para um grande emergente como o Brasil.Com a inflação persistente e em grande parte alimentada pelo gasto federal, os juros básicos devem manter-se elevados e cair lentamente – para 13,75% no final deste ano, para 12% em 2027 e 10,50% em 2028, segundo a projeção do mercado. Mas a redução provavelmente só ocorrerá se os dirigentes do BC julgarem possível apostar em contas públicas mais controladas e, portanto, mais favoráveis à contenção dos preços.Publicidade
Análise | Inflação segue desafiadora, apesar do recuo em julho
Com recuo de 1,16% em julho, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou aumento de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses









