Juros x Inflação: Entenda a relação entre eles Crédito: Larissa Burchard/Laís NagayamaGerando resumoA dívida bancária continuará em alta nos próximos três meses, preveem 39% das empresas industriais, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada um dia antes da nova decisão oficial sobre a taxa de juros. Será indispensável, no entanto, seguir buscando financiamento para liquidar contas com fornecedores, pagar tributos e sustentar as operações no dia a dia, avaliaram 53% dos consultados. As companhias terão contas a receber, mas precisarão de recursos para se manter enquanto esperam os pagamentos, acrescentaram os consultados. Com redução de 1,8% em junho, a produção industrial caiu pelo segundo mês seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Muitas indústrias deverão diminuir a margem líquida de ganhos nos próximos meses Foto: Tiago Queiroz/EstadãoPUBLICIDADEJá pressionadas pelo aumento dos custos, muitas indústrias deverão diminuir a margem líquida de ganhos nos próximos meses. Nesse quadro, 37% das empresas preveem aumento de seus preços. A redução dos juros tem sido insuficiente para aliviar de forma significativa a situação financeira das e empresas. Neste ano, três cortes levaram a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,25%.Descontada a inflação, o custo real do dinheiro, no Brasil, continuou entre os mais altos do mundo. Juros muito altos comprimem o orçamento das famílias, aumentam seu endividamento, dificultam o investimento em meios de produção, corroem as contas do governo e atrapalham o crescimento econômico. O capital estrangeiro atraído ao País, nessas condições, vem principalmente em busca de ganhos financeiros, pouco servindo à produção e à dinamização das atividades.No mercado financeiro, tem predominado a expectativa de uma redução de 0,25 ponto porcentual, apenas suficiente para levar a taxa Selic a 14%. Para o fim do ano, a última projeção registrada no boletim Focus, segundo a edição divulgada nesta segunda-feira, apontou uma taxa de 13,75%. PublicidadePara dezembro de 2027 o mesmo boletim registrou uma Selic de 12%, com inflação de 4,22% e juro real, portanto, ainda superior a 7,5%. Apontado como uma das causas principais da inflação, o gasto público talvez seja submetido a algum ajuste em 2027, início do mandato do presidente eleito neste ano. Até lá, a despesa governamental continuará jogando muita lenha na fogueira dos preços.
Análise | Indústria recua com juro nas alturas puxado pela inflação
O gasto público, uma das causas da inflação, talvez seja submetido a algum ajuste em 2027; até lá, a despesa governamental continuará jogando muita lenha na fogueira dos preços









