A recente entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta vem renovando tensões políticas ligadas à migração na União Europeia (UE). Com uma reunião de emergência prevista para terça-feira 4, a maioria dos membros do bloco pressiona a Espanha, à qual pertence o exclave no Norte da África, por supostamente falhar em proteger as fronteiras externas da Europa.
Estima-se que 50 mil pessoas tenham cruzado de Marrocos para Ceuta na semana passada, segundo autoridades espanholas. Outras 50 mil teriam se deslocado internamente no território marroquino, percorrendo longas distâncias na esperança de fazer a travessia para o enclave.
Na esteira da corrida em massa à fronteira, 22 países da UE assinaram no fim de semana uma carta pública com críticas ao governo espanhol, endereçada às lideranças da UE. A iniciativa foi capitaneada por Itália e Dinamarca, que angariaram apoio, inclusive, da Alemanha.
Ficaram de fora França, Irlanda, Luxemburgo e Portugal. Os governos francês e português, cujos países fazem fronteira com a Espanha, adotaram posturas mais comedidas.
‘Ataque’ e ‘abuso’ contra UE











