Quase 60 mil pessoas entraram em Ceuta por mar e por terra a partir do Marrocos, uma onda que a Espanha classificou como “ataque à integridade territorial” e provocou uma crise na União Europeia.

Ao menos 34 pessoas morreram na tentativa de chegar ao enclave, segundo o governo local.

A cidade autônoma, com cerca de 84 mil habitantes, vive uma de suas piores crises migratórias dos últimos anos com a chegada, em apenas algumas horas, de dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria homens jovens e adolescentes, a nado, mas também saltando as cercas fronteiriças.

Vários países europeus reagiram com firmeza à repentina crise, a começar pela Itália, que afirmou querer fechar o Espaço Schengen (espaço de livre circulação entre alguns países europeus) à Espanha, uma proposta apoiada pela Finlândia e pela Dinamarca, mas que, segundo juristas consultados pela AFP, impossível de aplicar com o marco legal vigente.

“Estamos preparados para agir, inclusive com medidas excepcionais (…) como a suspensão da Espanha do Espaço Schengen”, afirmou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de extrema-direita.