A Espanha instalou barreiras com boias em sua fronteira com o Marrocos neste sábado 1º, após a crise provocada pela chegada e posterior saída de quase 60 mil migrantes a Ceuta, um território espanhol no norte da África, e afirmou que a situação agora é “quase” normal.
A crise migratória também se transformou em uma crise diplomática entre a Espanha e alguns aliados europeus, que criticam o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez por sua suposta permissividade em termos de imigração.
“Um amigo me ligou e me disse que a fronteira estava aberta”, contou à AFP Soufian, um marroquino de 42 anos que entrou a nado em Ceuta. Ele tinha ferimentos no rosto, que, segundo explicou, sofreu quando outros migrantes o agrediram durante uma distribuição de refeições.
“Invasão? Não. Isso é mentira. Todas as pessoas (do Marrocos) querem subir, querem um futuro bom, que não existe no Marrocos. Eu, agora mesmo, estava trabalhando como segurança, 12 horas. E quanto recebo de pagamento por dia? Dez euros”.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, chegou neste sábado a Ceuta e afirmou que, embora não se considere a crise encerrada, a situação em Ceuta é de “razoável normalidade”. Também afirmou que “quase todos” os migrantes que entraram em Ceuta na quinta-feira, até 60 mil pessoas em apenas 24 horas, já saíram do País.











