A polícia espanhola começou a instalar neste sábado (1º) uma barreira marítima flutuante de 500 metros na fronteira de Ceuta com o Marrocos, após uma tentativa de entrada em massa de migrantes que deixou ao menos 67 mortos.
Segundo autoridades espanholas, cerca de 60 mil pessoas entraram em Ceuta por terra e mar desde quinta-feira (30), em uma onda sem precedentes em uma das únicas fronteiras terrestres da União Europeia com a África. Mais de 48 mil delas retornaram ao Marrocos em 48 horas sem grandes incidentes, informou a Espanha.
A Guarda Civil começou a instalar a nova barreira às 7h50, horário local (2h50 da madrugada no Brasil) no quebra-mar de Tarajal, um dos principais pontos utilizados por pessoas que tentam entrar no pequeno território espanhol, informou o governo em comunicado.
A barreira, junto com uma linha de boias navais ancoradas, foi projetada para ficar de 30 a 70 centímetros acima da água e se estender até um metro abaixo da superfície, acrescentou o comunicado, enquanto um canal entre as barreiras permitirá que embarcações da Guarda Civil patrulhem a área.
Pelo menos 67 corpos foram recuperados do lado espanhol da fronteira, disseram autoridades, após alguns migrantes se afogarem e outros serem esmagados enquanto tentavam escalar o quebra-mar e a cerca da fronteira. Muitos foram levados a migrar por dificuldades econômicas e encorajados por rumores nas redes sociais.











