Milhares de pessoas tentaram entrar no enclave espanhol de Ceuta a nado, a pé ou escalando a cerca da fronteira com Marrocos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta imagem capturada de um vídeo da AFP mostra migrantes chegando à costa de Ceuta — um enclave espanhol no norte da África — após nadarem ao redor da cerca fronteiriça entre o Marrocos e a Espanha, em 30 de julho de 2026 — Foto: LUCIA DIAZ / AFP Ao menos 19 pessoas morreram afogadas desde quinta-feira ao tentar entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, a partir do território marroquino. A crise migratória, considerada por veículos locais a mais grave desde 2021, mobilizou forças de segurança dos dois países e levou o governo da Espanha a enviar militares para reforçar o controle da fronteira. Segundo fontes policiais espanholas, os corpos foram retirados do mar após milhares de migrantes tentarem alcançar Ceuta de diferentes formas: nadando, caminhando pela faixa costeira ou escalando a cerca que separa o território espanhol de Marrocos. Jornalistas que acompanhavam a situação relataram que o efetivo policial dos dois lados da fronteira não conseguiu conter o avanço simultâneo de milhares de pessoas. Centenas dormiram nas ruas Na manhã desta sexta-feira, a chegada de migrantes continuava. Segundo a agência Europa Press, grupos seguiam cruzando a fronteira, enquanto o jornal El País informou que centenas de jovens passaram a noite dormindo ao relento nas ruas de Ceuta. Centenas de migrantes entram em Ceuta após cruzar fronteira com Marrocos Ao mesmo tempo, a agência EFE registrou um movimento inverso: centenas de pessoas que haviam conseguido entrar em Ceuta começaram a retornar voluntariamente para Marrocos pelo mesmo ponto utilizado na travessia. — De forma paralela, continuam entrando na cidade pequenos grupos de pessoas, cruzando-se no caminho com aqueles que abandonam Ceuta em direção a Marrocos — descreveu a agência. No lado marroquino da fronteira, na cidade de Fnideq, a EFE também presenciou confrontos entre migrantes e forças de segurança. Segundo a agência, grupos tentaram derrubar a cerca fronteiriça e arremessaram pedras contra os agentes mobilizados para conter a passagem.