'A menos que ajamos para proteger as pessoas e combater a causa principal da crise os perigos se tornarão ainda mais mortais', destaca o secretário-geral da ONU, António Guterres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mapas de previsão sazonal do El Niño — Foto: Reprodução O fenômeno El Niño segue ganhando intensidade e deve influenciar de forma predominante o clima global nos próximos três meses, entre agosto e outubro. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, esse cenário aumenta a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do planeta, além de provocar alterações significativas nos regimes de chuva. Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (31), a OMM disse que está "intensificando a coordenação, os serviços de informação climática e o apoio ao alerta precoce para ajudar governos, agências humanitárias, setores sensíveis ao clima, como agricultura e saúde, e comunidades vulneráveis a se prepararem para os possíveis impactos". — O El Niño não está apenas à nossa porta, está dentro de casa, aumentando a temperatura. E isso é apenas um aquecimento. O El Niño está se intensificando, alimentando ainda mais um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão atiçando as chamas desta crise. A expansão precisa parar — disse o secretário-geral da ONU, António Guterres. — Mais carvão, petróleo e gás levarão a um futuro ainda mais explosivo. A menos que ajamos para proteger as pessoas e combater a causa principal da crise os perigos se tornarão ainda mais mortais. Não podemos nos dar ao luxo de esperar pelo evento principal. Protesto na conferência do clima 1 de 5 Manifestantes estendem bandeira do Brasil com a frase "Amazônia protegida" — Foto: Pablo Porciúncula/AFP 2 de 5 Indígenas participaram da marcha em Belém, durante a COP30 — Foto: Pablo Porciúncula/AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Protesto reuniu milhares de pessoas nas ruas de Belém — Foto: Pablo Porciúncula/AFP 4 de 5 Manifestantes levaram instrumentos musicais ao protesto — Foto: Pablo Porciúncula/AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Ala simulou o enterro dos combustíveis fósseis — Foto: Pablo Porciúncula/AFP Ambientalistas, indígenas e agricultores fazem marcha em meio a COP30, de Belém Celeste Saulo, a secretária-geral da OMM, destaca que o El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados no mundo mas as as previsões, por si só, não previnem os desastres; "quem previne são as pessoas": — Este El Niño, que se desenvolve em um contexto de aquecimento oceânico sem precedentes e aumento das temperaturas, oferece aos governos e às comunidades uma janela de oportunidade para antecipar riscos e agir antes que os impactos se manifestem. As decisões que tomamos hoje moldarão os impactos que vivenciaremos amanhã. A OMM e seus membros estão comprometidos em garantir que informações climáticas confiáveis e relevantes cheguem a quem mais precisa delas. Impactos globais O El Niño e a La Niña representam as duas fases da Oscilação Sul do El Niño (ENSO), um dos principais mecanismos responsáveis pela variabilidade climática anual. Esse fenômeno natural está associado ao aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial nas porções central e leste. Os episódios de El Niño costumam ocorrer em intervalos de dois a sete anos e, em geral, permanecem ativos por um período de nove a doze meses. Normalmente, começam a se formar entre março e junho, alcançam seu pico entre novembro e fevereiro e exercem maior influência sobre a temperatura média global no ano seguinte ao início do evento. Os impactos de cada episódio dependem de fatores como intensidade, duração, época em que se desenvolve e interação com outros padrões de variabilidade climática, entre eles o Dipolo do Oceano Índico. Os efeitos não se manifestam de forma uniforme: algumas regiões podem não ser afetadas, enquanto outras registram impactos distintos. Além disso, a ocorrência de eventos climáticos extremos continua sendo possível mesmo em períodos de neutralidade do ENSO. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) classifica os eventos do ENSO em quatro categorias: fracos, moderados, fortes e muito fortes. A expressão "super El Niño" não integra a classificação operacional adotada pela agência e, por isso, não é utilizada em seus documentos oficiais.
El Niño vai se intensificar 'de forma constante' nos próximos três meses, prevê ONU
'A menos que ajamos para proteger as pessoas e combater a causa principal da crise os perigos se tornarão ainda mais mortais', destaca o secretário-geral da ONU, António Guterres








