O PT tentará dar repercussão internacional para a convenção que, na manhã deste domingo (2), escolherá oficialmente o presidente Lula como candidato do partido na disputa pelo Palácio do Planalto. A legenda também tenta minimizar as possibilidades de algo dar errado, como a produção, pelo próprio Lula, de alguma gafe que cause desgaste político.

Aliados convenceram o presidente da República a usar um teleprompter –aparelho que facilita a leitura de textos em público– e ler seu discurso, em vez de fazer uma de suas tradicionais falas improvisadas. Nada garante, porém, que Lula não decida na hora discursar sem ler um texto.

O ato será realizado na zona norte de São Paulo, e a expectativa é que deva receber algo próximo de 3.000 pessoas. O formato é pensado para favorecer a transmissão em vídeo em ambientes digitais.

Poucos discursos deverão ser proferidos. Provavelmente só o próprio Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente do PT, Edinho Silva, falarão.

O argumento para o chefe do governo aceitar o uso do teleprompter e um ato mais enxuto foi o de que há outro evento planejado para mobilizar a militância petista: o lançamento da candidatura, em 16 de agosto.