Eleições 2026

O Partido dos Trabalhadores confirma neste domingo 2, em convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura à reeleição do presidente Lula, com Geraldo Alckmin (PSB) mais uma vez na vice. Começa formalmente, assim, a busca do petista por seu quarto mandato, o capítulo final de uma trajetória que se confunde com a história do Brasil nos últimos 50 anos.

Em suas três vitórias em pleitos presidenciais, Lula foi um “camaleão”: direcionou sua artilharia às crises sob Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e acalmou o mercado financeiro em 2002; aproveitou-se da popularidade e de sólidos indicadores econômicos para driblar o desgaste do chamado “mensalão” e pregar a continuidade em 2006; e desconstruiu Jair Bolsonaro (PL) ao expor o aumento da pobreza, o negacionismo na pandemia e a ameaça à democracia em 2022.

Embora a história brasileira ensine que o golpismo está sempre à espreita, este não deve ser um fator decisivo em 2026: Jair está preso e as Forças Armadas não foram peças relevantes no xadrez político dos últimos quatro anos, ao contrário do que ocorreu entre 2019 e 2022. Assim, para derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o presidente terá de recalibrar seu discurso.

“Meu desejo, se eu pudesse, era descansar com a minha namorada, com a minha Janjinha. Mas é o seguinte: eu não vou deixar a extrema-direita voltar”, disse Lula na última quinta-feira 30, ao podcast Inteligência Ltda. “A verdade é que no momento não tem ninguém para poder derrotar essa gente.”