Em ato com presença de Lula, partido dá aval para repetir chapa eleita em 2022 Convenção nacional do PSB, partido presidido por João Campos (centro), oficializa Alckmin como vice na chapa de Lula — Foto: Reprodução/YouTube - PSB Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSB formalizou, nesta quarta-feira (29), a candidatura de Geraldo Alckmin à vice-presidência da República. Ele disputará o posto na chapa encabeçada por Lula, que busca a reeleição para o quarto mandato. Além disso, a sigla oficializou a coligação com o Partido dos Trabalhadores, e passa a integrar a Federação PT-PCdoB-PV-PSB. A formação repete a chapa eleita em 2022, e deverá contar ainda com o apoio de outros partidos de esquerda e centro-esquerda. O PDT também já formalizou apoio a Lula em convenção partidária realizada neste mês. A dobradinha Lula-Alckmin surgiu como uma estratégia para fazer frente ao bolsonarismo na eleição disputada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), com a construção de uma frente ampla — que contou também com o apoio de partidos de centro. Para este ano, no entanto, os partidos do chamado “centrão” devem apostar na neutralidade. Lula e Alckmin eram, até 2022, adversários históricos, e chegaram a disputar a Presidência da República um contra o outro em 2006. A rivalidade entre o PT e PSDB, partido de Alckmin à época, continuou até a ascensão da extrema-direita e a eleição de Bolsonaro. A escolha de Alckmin para a vice, em 2022, foi uma sinalização de moderação ao centro e um aceno ao setor empresarial. Geraldo Alckmin mudou do PSDB para o PSB para a composição. No terceiro mandato de Lula, Alckmin acumulou a função de Ministro do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços, cargo que teve destaque diante da imposição de tarifas por parte do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A pasta também se envolveu em uma série de outros assuntos estratégicos para o governo. A repetição da dobradinha busca sinalizar a continuidade das políticas do governo e previsibilidade para o mercado financeiro e o setor empresarial, que veem no ex-governador de São Paulo uma figura de bom trânsito nesses setores. O evento foi prestigiado por quadros importantes do governo, e além do presidente Lula, compareceram a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), e os ministros Sidônio Palmeira (Secom), José Guimarães (SRI), Dario Durigan (Fazenda), Paulo Pereira (Empreendedorismo), Wolney Queiroz (Previdência), Frederico Siqueira (Comunicações), Márcio Elias (Mdic) e Leonardo Barchini (Educação). O presidente do PT, Edinho Silva, também participou da cerimônia.