Enfrentando alta rejeição, presidente tenta seu quarto mandato em chapa com o vice Geraldo Alckmin; campanha investe no binômio democracia e soberania 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Convenção Nacional do PT em São Paulo — Foto: Edilson Dantas / O Globo Em busca de seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) na manhã deste domingo (2), em São Paulo, evento que confirma sua candidatura à reeleição. A convenção ocorre em um dos pavilhões do Expocenter Norte, na capital paulista. Com o maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo é o principal foco do presidente nesta corrida eleitoral. Com Flávio Bolsonaro (PL), principal rival de Lula, estagnado nas pesquisas, a campanha do petista investe no binômio democracia e soberania para evitar seu crescimento. As palavras são vistas em camisetas, bonés e faixas levadas por militantes ao evento do PT. O mote da democracia é explorado diante da condenação do ex-presidente Jair por tentativa de golpe de estado. Nas redes de apoiadores petistas, Flávio, apelidado de Bolsonarinho, é associado ao extremismo. O questionamento recente do candidato às urnas eletrônicas impulsionou o discurso. Já o tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras ofereceu ao petista um discurso nacionalista e de recusa a interferências estrangeiras. Ampliado ainda com a participação de Javier Milei, presidente argentino ultraliberal, na convenção de Flávio. Durante a convenção petista na manhã deste domingo, o partido fez entrevistas com aliados políticos antes da abertura oficial, de forma a tornar o evento "mais dinâmico". Uma das críticas internas feitas à organização do ato do PL foi o de que o auditório estava esvaziado durante o discurso de Flávio, com algumas caravanas de partida ao interior. Na prévia da propaganda eleitoral exibida, o governo Lula é apresentado como uma gestão de "entregas", citando programas como Pé-de-Meia e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil -- mas a "maioria do povo nem sabe o que foi feito", segundo dito numa das apostas de conteúdo, em formato de rap. Rejeição alta A campanha petista está otimista neste momento da campanha, uma vez que Flávio não conseguiu fechar alianças com importante partidos do Centrão e tem vivido reveses na comunicação da campanha, sem conseguir acertar o tom. Lula, no entanto, precisa enfrentar um cenário de rejeição. Pesquisa Datafolha divulgada no último dia 24 mostrou Lula e Flávio com alta rejeição: 46% dos entrevistados afirmaram que não votariam no petista de jeito nenhum e 48% se posicionaram da mesma forma em relação a Flávio. O levantamento apontou que o presidente Lula tem 40% das intenções de voto no cenário de 1º turno, oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro, com 32%. No levantamento anterior, divulgado em 20 de junho, o presidente tinha 41% e o senador, 31%. Os números mostram um cenário de estabilidade. Além de PT, PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, PSOL, Rede, PSB e PDT vão compor a base de apoio à corrida de Lula pelo quarto mandato. Assim como em 2022, a chapa terá Geraldo Alckmin como candidato a vice. O nome foi oficializado em convenção do PSB realizada em Brasília na última quarta-feira. Participam da convenção o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, os governadores Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Rafael Fonteles (Piauí), além da governadora Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).
PT confirma candidatura à reeleição de Lula em convenção em SP
Enfrentando alta rejeição, presidente tenta seu quarto mandato em chapa com o vice Geraldo Alckmin; campanha investe no binômio democracia e soberania











