Presidente elogiou companheiro de chapa durante ato em Brasília 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula, João Campos e Geraldo Alckmin: convenção nacional do PSB sela apoio de campanha à reeleição — Foto: Brenno Carvalho / O Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, durante a convenção nacional do PSB, que não irá "baixar a cabeça" diante da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o petista, Donald Trump será "derrotado" na disputa pela narrativa. O ato, realizado em Brasília, oficializou o apoio do partido à reeleição de Lula e também a indicação de Geraldo Alckmin para permanecer no posto de vice na chapa presidencial. — O cara (Trump) diz que tem o maior avião do mundo, a maior bomba atômica do mundo, o maior Exército do mundo: eu quero brigar com ele, porra? Eu só tenho vocês (dirigindo-se à plateia), cara! Eu não quero briga. Eu quero paz e quero derrotá-los na narrativa. Eu quero fazer a guerra da narrativa: quem tá falando a verdade ou quem tá falando a mentira. O petista também disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou como um "homicida" durante a pandemia. — Veio a Covid e o SUS finalmente conseguiu ter a visibilidade por conta da decência dos médicos, enfermeiros, faxineiros, motoristas, que colocavam a vida em risco para salvar quem estava nas mãos de um homicida chamado Bolsonaro, que foi responsável por mais da metade dos mortos — disse o presidente. Lula também elogiou a postura de Alckmin como vice, agora confirmado na chapa. — O Geraldo é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode deitar com certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país. E eu posso dizer que, com Alckmin, a gente nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte de amanhã. Porque o Alckmin, antes de tudo, é um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade. Eu sou muito grato em ter o Geraldo como meu vice. Em seu discurso, Alckmin criticou "extremistas" que, segundo o seu ponto de vista, atuam contra o Brasil e usam "o nome de Deus em vão". — Pátria é a união, não é entreguismo. Não é você trabalhar lá fora contra o interesse do nosso país, contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil. Família. Família é a paixão. Não é possível falar em família (como os extremistas falam). Nós temos 700 mil famílias enlutadas na Covid, pelo descaso do governo frente à doença. — disse Alckmin: — Não é possível falar em liberdade, querendo derrubar a democracia. A democracia é a guardiã da liberdade. Não é possível falar em liberdade como no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente, tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de governo eleito. Alckmin, então, concluiu o raciocínio: — Aliás, quem não acredita na democracia não devia nem disputar a eleição, não devia pedir o voto para o povo brasileiro. Esta foi a segunda convenção de partido aliado que Lula participou. Na semana passada, o presidente no encontro do PDT, também realizado em Brasília. Na ocasião, o petista desafiou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a montar um comitê para apoiar a candidatura de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lula diz que irá 'fazer a guerra da narrativa' contra Trump em convenção que oficializou Alckmin como vice
Presidente elogiou companheiro de chapa durante ato em Brasília










