Enquanto a corrida eleitoral de 2026 ganha força com as convenções, a semana terminou com "Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência". O mesmíssimo enunciado se repetiu na manchete impressa dos três grandes jornais de circulação nacional na sexta-feira (31).

A coincidência soa absurda e não é nada boa, mas pode acontecer (os títulos nos sites eram menos iguais). O conjunto, porém, gerou burburinho nas redes, que se encarregaram de conferir o também nada bom sabor conspiratório à cobertura.

Em outro tópico, a Folha noticiou no último dia 28 que o "Datafolha indica dificuldade persistente de Flávio Bolsonaro no eleitorado feminino". O "voto feminino", em mais de um sentido, se impôs como preocupação para o presidenciável do PL, é fato.

Faltava o detalhe: no meio da "persistência", os números indicavam oscilação positiva da rejeição de Lula entre o eleitorado feminino. Não faria mal ter notado, até porque o jornal mesmo viu, em abril, que "Lula intensifica agenda voltada às mulheres para evitar perda de apoio feminino". E a aparente frivolidade com que os candidatos abordam o tema ainda carece de tratamento melhor.

Já a corrida eleitoral de 1989 fez um inesperado retorno. Naquele ano, apesar da derrota para Collor, a campanha petista conseguiu deixar na memória nacional o jingle marcado pelo "Lula lá". O jogo de palavras deu origem a uma disputa de autoria que voltou ao Painel do Leitor no começo de julho, depois de uma aparição no jornal no ano de 2011.