Às vésperas da convenção do PT para oficializar a chapa Lula-Alckmin, a decisão do ministro do STF André Mendonça de autorizar a abertura de um inquérito para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, não é a única dor de cabeça que ronda a campanha de reeleição.
Na economia, o termômetro começa a esquentar com o aperto das cobranças sobre as políticas que Lula poderá adotar de ajuste fiscal, caso ganhe as eleições deste ano. Uma ala do governo e do PT resiste a medidas mais duras de corte de despesas –disputa que marcou a maior parte do período de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda.
Após o "efeito Gabrielli", o ruído provocado no mercado financeiro pelas sinalizações dadas pelo coordenador do programa de governo de Lula, Sérgio Gabrielli, a bola da vez é o descontentamento de parte do PT com Dario Durigan.
Em reuniões fechadas com três grandes instituições financeiras, o ministro da Fazenda acenou com um aperto nas regras do arcabouço fiscal. Ele também sinalizou a adoção de gatilhos (regras automáticas) para limitar as despesas a partir de 2027 e reforçar o processo de ajuste das contas públicas.
Não são medidas radicais —alguns especialistas diriam até insuficientes—, mas a movimentação do ministro não tem apoio do grupo que é refratário a atender a cobranças do mercado.









