O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Kevin Warsh, está considerando reduzir o número de reuniões regulares em que o Fed define as taxas de juros. A medida potencialmente sísmica marcaria a mudança mais significativa no funcionamento do banco em anos.

O comitê de política monetária do Fed, composto por 12 membros, se reúne oito vezes por ano e vota se aumenta, reduz ou mantém os juros nos Estados Unidos. Warsh levantou a ideia de alterar a frequência dessas reuniões no encontro do Fed desta semana, segundo quatro pessoas com conhecimento da discussão que não estavam autorizadas a falar publicamente.Warsh, que liderou duas reuniões desde que se tornou presidente do banco, deixou a impressão de que um cronograma revisado poderia ser decidido antes do próximo encontro em meados de setembro, mesmo que as mudanças não fossem implementadas imediatamente.

O Fed se recusou a comentar.

Reduzir a cadência das reuniões —e, consequentemente, das votações sobre taxas— seria de longe a mudança mais consequente do mandato de Warsh até agora. Também marcaria uma ruptura com décadas de precedentes, remodelando como o Fed conduz a economia e potencialmente tornando-o menos responsivo a mudanças na inflação e no mercado de trabalho.