Todos os acontecimentos recentes o prejudicam e neutralizam a capacidade do bolsonarismo de mobilizar apoios 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A senadora do PP Tereza Cristina — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo. Flavio Bolsonaro não consegue montar sua chapa para a eleição de outubro, e fica claro que as dificuldades do candidato continuam. Todos os acontecimentos recentes o prejudicam e neutralizam a capacidade do bolsonarismo de mobilizar apoios. Flavio não conseguiu aliança com nenhum partido. A neutralidade até pode ser boa para ele, porque no segundo turno, todos devem se unir a ele – a não ser que façam acordos impensáveis no momento com Lula. Se, apesar de tudo, Flavio se mostrar resiliente e capaz de chegar ao segundo turno com competitividade, vai atrair os apoios que se negam agora. O problema é que ninguém acredita que ele possa chegar bem. Lula, com a novidade de o filho estar sendo investigado pela PF, com o apoio do ministro André Mendonça, pode sofrer e perder alguns votos para Flavio. Os independentes podem ser estimulados a voltar para a direita. Está tudo indefinido e, na indefinição, Flavio perde para Lula, que além da sua história, tem a máquina pública a seu favor e vai abusar do poder de ser incumbente, como todos fazem. Estando tão próxima a margem de vitória um do outro, é mais fácil aderir ao governo do que à oposição – a não ser que ela se mostre capaz de derrotar o governo. Até agora, Flavio tem demonstrado pouca firmeza, sem conseguir apoio dentro de sua gente. Se tivesse conseguido Tereza Cristina para vice, estaria de volta ao jogo.