O estudo acompanhou por 48 semanas 607 adultos de 106 centros clínicos em 12 países 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Comprimido — Foto: Freepik Um ensaio clínico internacional demonstrou que um tratamento oral semanal para o HIV é tão eficaz quanto as principais terapias diárias atuais, oferecendo a possibilidade de uma nova opção de tratamento contra o vírus. O estudo envolveu 607 adultos em 106 centros clínicos em 12 países. Os participantes que mantiveram a supressão viral com o tratamento diário padrão foram aleatoriamente designados para mudar para o comprimido de administração semanal ou permanecer com a medicação diária que já utilizavam. Após 48 semanas, os resultados, publicados no New England Journal of Medicine e apresentados na Conferência Internacional de AIDS no Rio de Janeiro, mostrou que o medicamento semanal não demonstrou ser inferior ao tratamento padrão de administração diária. Mais de 93% dos participantes em ambos os grupos mantiveram a supressão viral, enquanto nenhum participante que recebeu o tratamento semanal apresentou falha virológica durante o estudo. Redução do estigma Embora os medicamentos modernos tenham transformado o HIV em uma condição crônica controlável, a administração diária de remédios ainda pode contribuir para o estigma e a fadiga do tratamento em algumas pessoas. O tratamento semanal pode oferecer maior flexibilidade, evitando a necessidade de terapias injetáveis. Qual o limite de sódio por dia? Acesse guia exclusivo e descubra "A primeira terapia oral semanal para o tratamento do HIV pode oferecer um alívio bem-vindo ao fardo de tomar comprimidos diariamente por toda a vida para pessoas que vivem com HIV. Isso é especialmente importante para pessoas que sofrem estigma e para pessoas com outras condições de saúde associadas ao HIV que precisam tomar vários outros medicamentos", afirmou a professora Chloe Orkin da Queen Mary University of London e autora sênior do estudo. Como funciona? O comprimido de administração semanal é uma combinação entre dois medicamentos antirretrovirais de longa duração — islatravir e lenacapavir — para o estudo, ele foi usado em adultos cujo HIV já estava bem controlado. Ambos têm mecanismos de ação complementares que permitem uma administração eficaz uma vez por semana. Os pesquisadores acreditam que o comprimido semanal pode oferecer uma importante opção de tratamento adicional para pessoas que vivem com HIV. Os pesquisadores afirmaram que o estudo vai continuar em andamento e o objetivo é que os participantes sejam acompanhados por 96 semanas para avaliar a segurança e a eficácia a longo prazo.