Como diria um velho caudilho dos pampas, Donald Trump está costeando o alambrado. Em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, nomeou negacionistas eleitorais para postos-chave, alterou regras para dificultar o voto popular e afastou funcionários que desmascararam suas teorias de conspiração sobre o pleito de 2020.
Para lançar dúvidas acerca das eleições legislativas de novembro —as pesquisas indicam que os democratas terão maioria—, usa a derrota de seis anos atrás diante de Joe Biden para afirmar que as votações no país não são legítimas. Claro, só aquelas que ele não vence.
No show do bufão delirante e obcecado em não passar para a história como um perdedor, vale tudo: acusar sem provas a China e até a Venezuela de terem interferido no processo eleitoral norte-americano. Durante um jantar com correspondentes estrangeiros na Casa Branca, no fim de julho, disse que pretende disputar um novo mandato, o que a Constituição dos EUA não permite: "Estou ficando muito bom em concorrer à Presidência. Fiz isso três vezes e fui muito bem na segunda". Alguns jornalistas observaram que ele falou em tom de brincadeira. Pois sim.
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