O período de Copa do Mundo, quando geralmente se espera um refresco nas maquinações políticas, foi devastador para a campanha de Flávio Bolsonaro. Primeiro veio o vídeo da ex-primeira-dama Michelle, horas antes de a seleção brasileira enfrentar a Escócia (acabou vencendo por 3 a 0 e dando uma falsa esperança aos torcedores).
O filho 01 disse que "hoje é dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece". Quem dera. Michelle abriu um buraco na candidatura do enteado, afastando o voto evangélico e, sobretudo, o feminino.
Com o time da CBF já eliminado do Mundial, duas bombas explodiram uma atrás da outra. Em 15 de julho —logo após ser revelada a foto em que Flávio aparece inteiramente à vontade, sem camisa e de óculos escuros, ao lado do "Sicário", operador da máfia de Daniel Vorcaro—, Donald Trump decidiu taxar produtos do Brasil em 25%, tornando o país o mais tarifado pelos Estados Unidos no planeta, atrás apenas da China.
"Tariflávio". Sem motivo ou culpa no cartório, um apelido não pega nem se propaga tão facilmente. Vira-lata como o pai, Flávio Bolsonaro esteve nos EUA para pedir que a chantagem político-econômica só entrasse em vigor após as eleições. Quem dera.
O recorte da pesquisa Quaest mostra que a maioria dos brasileiros atribui ao 01 a responsabilidade pelo tarifaço 2.0. Questionados sobre quem teria motivado a sanção (se Flávio, para prejudicar o governo federal, como acusa Lula, ou se o próprio Lula, ao provocar Trump, como alega Flávio), 51% concordam com a versão petista e 30% com a bolsonarista.













