Não bastassem os percalços da pré-campanha presidencial —o caso "Dark Horse", o tarifaço de Trump com ameaça ao Pix, o tombo do filho 01 nas pesquisas aliado ao efeito fariseu que passou a pesar sobre ele entre alguns segmentos evangélicos, o desbunde do 03 com a extrema direita norte-americana, a incômoda sombra da ex-primeira-dama Michelle e uma certa neutralidade do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo—, o PL enfrenta um péssimo momento no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país.
Douglas Ruas, o candidato ao governo estadual, não decola. Presidente da Assembleia Legislativa, rosto desconhecido de grande parte do eleitorado, costuma ser associado à figura do pai, Capitão Nelson, ex-policial militar e atual prefeito de São Gonçalo, apontado no relatório final da CPI das Milícias, em 2008, como líder de um grupo paramilitar na cidade.
Após a renúncia de Cláudio Castro, Douglas não pôde assumir o Palácio Guanabara e não teve a seu dispor e serviço a máquina pública, conforme o plano desenhado pelo grupo que desmanda no estado há quase oito anos. À espera de uma decisão do STF, o desembargador Ricardo Couto permanece no cargo sem dar descanso à vassoura. Fez mais de 3.000 exonerações de servidores comissionados.








