"Promover teorias conspiratórias sobre as eleições não torna os Estados Unidos mais seguros. Isso corrói a confiança na democracia do país e afasta seus aliados no exterior", diz a mensagem escrita em um perfil no X mantido pela ala democrata do comitê. O posicionamento dos senadores foi feito com base em uma matéria do The Washington Post, que denunciou um plano da gestão Trump de enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado dos EUA ao Brasil para, supostamente, questionar a integridade das urnas eletrônicas. O Itamaraty recusou pedidos de visto no Brasil de Samuel Samson (esquerda) e Riley Barnes, funcionários do Departamento de Estado dos EUA. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. De acordo com o "The Washington Post", a delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Samson é conhecido por viajar por diversos países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos da direita, o que, em ocasiões anteriores gerou atritos com diplomatas e políticos tradicionais. LEIA TAMBÉM: A declaração dos democratas foi publicada em uma conta oficial que a ala possui na rede social X. O perfil é administrado pela presidente da ala, a senadora Jeanne Shaheen, do estado de New Hampshire. Também compõem a ala os senadores Chris Coons, Chris Murphy, Tim Kaine, Jeff Merkley, Cory Booker, Brian Schatz, Chris Van Hollen, Tammy Duckworth e Jacky Rosen. Em sua publicação, a senadora repostou a reportagem do "The Washington Post" e também destacou um trecho do texto que diz: "costumávamos empregar poder em situações de risco para a democracia", mas "agora, enviamos indicados políticos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país".