Duas autoridades brasileiras, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que o plano dos EUA representava uma tentativa de influenciar a eleição presidencial brasileira de outubro O Brasil negou os pedidos de visto de Riley M. Barnes e Samuel Samson — Foto: Matheus Costa/MRE O Brasil negou pedidos de visto de dois integrantes do governo dos Estados Unidos que planejavam viajar ao país para lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, disseram à Reuters neste sábado (25) duas autoridades brasileiras com conhecimento do assunto. As autoridades, que falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema, afirmaram que o plano dos EUA representava uma tentativa de influenciar a eleição presidencial brasileira de outubro, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará o senador Flávio Bolsonaro, aliado de Donald Trump. O plano dos Estados Unidos foi noticiado inicialmente pelo Washington Post. O Brasil negou, na sexta-feira (24), os pedidos de visto da delegação americana, que incluiria Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado americano, e também Samuel Samson, subsecretário-assistente, segundo as autoridades brasileiras. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.