0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Longa data: o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o ex-atleta, André Domingos, em 2022 — Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) notificou extrajudicialmente o ex-velocista olímpico André Domingos, responsável pela Associação André Domingos – Velozes em Ação, e deu prazo de 48 horas para que apresente sua defesa sobre uma série de publicações em redes sociais que, segundo a confederação, misturaram a divulgação do programa Ídolos do Atletismo Loterias Caixa com manifestações de caráter político. O estopim foi uma postagem publicada em março, em que André Domingos aparece abraçado a Jair Bolsonaro. A publicação marcava os perfis do ex-presidente e de Flávio Bolsonaro e utilizava as hashtags oficiais do patrocínio da Caixa e das Loterias Caixa. Para a CBAt, ao vincular a marca dos patrocinadores públicos a uma figura política, o atleta teria descumprido cláusulas do contrato que vedam manifestações político-partidárias capazes de prejudicar a imagem do programa. A notificação afirma ainda que essa postagem sequer foi incluída na prestação de contas enviada pelo ex-atleta à confederação, apesar de conter as hashtags exigidas para comprovar as entregas previstas no contrato. A omissão também passou a integrar a lista de questionamentos da entidade. Os problemas, porém, não ficaram restritos a esse episódio. A CBAt também cita uma publicação de junho em que André Domingos elogia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, utilizando as hashtags institucionais do patrocínio. Além disso, cobra esclarecimentos sobre vídeos e postagens feitos durante a inauguração da pista Ícaro de Castro Mello, em julho, nos quais teriam sido feitos elogios ao grupo político de Bolsonaro e ao próprio Tarcísio em conteúdos apresentados como contrapartida ao patrocinador. Outro ponto sensível levantado pela confederação são os indícios de que André Domingos estaria se movimentando como pré-candidato a deputado federal. No documento, a CBAt afirma que o eventual repasse de recursos provenientes de uma instituição financeira estatal a um pré-candidato poderia afrontar a legislação eleitoral e exige explicações sobre essa circunstância. A entidade alerta que, caso a defesa não seja apresentada, ou seja, considerada insuficiente, poderá aplicar sanções previstas no contrato, como suspensão da participação no programa, retenção de parcelas do patrocínio e até a rescisão do vínculo.
CBAt notifica ex-velocista olímpico por uso de patrocínio da Caixa em posts com Bolsonaro e Tarcísio
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