Confederação de Atletismo reconheceu falhas e apresentou plano de melhorias 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Longa data: o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o ex-atleta, André Domingos, em 2022 — Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil A Caixa retomou o patrocínio à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) após suspendê-lo temporariamente devido a publicações de caráter político feitas por ex-atletas vinculados ao programa Ídolos do Atletismo, apoiado pelo banco público. A medida foi tomada após a repercussão de um post do ex-velocista olímpico André Domingos no qual ele aparece abraçado a Jair Bolsonaro e o chama de “meu querido amigo”. Na imagem, o atleta vestia um uniforme com a logo da Caixa e ainda usou hashtags com referência à instituição. Também contribuíram para a decisão publicações feitas durante a inauguração da pista Ícaro de Castro Mello, em julho, com elogios ao grupo político de Bolsonaro e a Tarcísio de Freitas em conteúdos apresentados como contrapartida ao patrocinador. O caso foi revelado por Demétrio Vecchioli, no Metrópoles. Ao notificar a confederação, a Caixa exigiu garantias de que a entidade tomaria providências para aprimorar seus processos internos e de monitoramento. Depois do episódio, dias atrás, a Caixa promoveu uma reunião com a CBAt, o COB e outras entidades esportivas patrocinadas pelo banco para alinhar o cumprimento de cláusulas e reforçar boas práticas. A CBAt então apresentou ao banco as medidas que adotaria (algumas já em andamento), entre elas a contratação de uma ferramenta especializada em monitoramento. A entidade também se comprometeu a entregar um plano de compromisso para evitar situações semelhantes se repitam. Na semana passada, segundo apurou a coluna, a Caixa enviou um ofício à CBAt por meio do qual comunicou a retomada do patrocínio com algumas ressalvas. O banco pontuou que a modulação da medida visa dar continuidade a atividades e obrigações previstas em contrato, com a proteção da imagem e de ativos da Caixa. Em outras palavras, mantém o patrocínio ativo, mas sem impedir a apuração dos fatos e novas providências que se mostrem pertinentes. A própria CBAt reconheceu que os mecanismos existentes até então eram apenas reativos. A entidade indicou que vai ter uma postura mais ativa em relação ao monitoramento de conteúdos. Foi um dos fatores decisivos para a liberação do acordo.