Faz dois anos que a psicoterapeuta Kari Gleiser e seu marido, o físico Marcelo Gleiser, se mudaram para um templo do século 17 na Toscana (Itália), o Oratório de Barottoli. Ali ancoraram a Ilha de Conhecimento, "um retiro dedicado ao florescimento humano" –não um retiro psicodélico, mas algo a ver com substâncias amplificadoras da consciência.
Kari falará terça-feira (4) na Rio Innovation Week. Sua palestra, "A ciência descobriu que algumas drogas curam o que nenhum remédio conseguiu. E isso muda tudo sobre saúde mental", tratará do que considera um casamento perfeito, a psicoterapia assistida por psicodélicos.
A psicóloga especializada em traumas tem duas décadas de experiência com a modalidade de psicoterapia dinâmica experiencial acelerada (AEDP, em inglês). Há cerca de quatro anos ela ficou curiosa sobre pesquisas com MDMA (ecstasy) e decidiu experimentar a substância em investigação para transtorno de estresse pós-traumático.
"Sou viciada em ter experiências, é a coisa que eu mais adoro na vida, experiências intensas", diz a ultramaratonista em entrevista. "Fiquei atraída por um modelo de terapia que é muito experiencial, que tem coragem em enfrentar emoções profundas e relacionamentos intensos com as pessoas. Psicodélicos amplificam as experiências, tudo vira mais intenso, as emoções, as sensações, as conexões."







