Presidente do PSG e da Qatar Sports Investments é visto por dirigentes europeus como o nome mais competitivo para enfrentar o atual mandatário da Fifa, mas nega interesse na disputa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nasser Al-Khelaifi é presidente do PSG — Foto: Thomas Sanson/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A articulação surge após Infantino propor a privatização de receitas comerciais da Copa do Mundo. A medida gerou forte oposição da Uefa e de clubes europeus. Apesar dos bastidores, o mandatário do PSG negou interesse no cargo. Seu representante afirmou que o dirigente "não tem absolutamente nenhuma ambição" de assumir a Fifa. Como presidente da associação que representa mais de 850 clubes, o dirigente catariano criticou a falta de transparência e diálogo da atual gestão da Fifa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Paris Saint-Germain e da Qatar Sports Investments, Nasser Al-Khelaifi, passou a ser apontado por dirigentes do futebol europeu como o principal nome capaz de enfrentar Gianni Infantino na eleição para a presidência da Fifa, prevista para o próximo ano. Segundo o jornal britânico The Telegraph, lideranças do futebol europeu avaliam que o dirigente catariano reúne influência suficiente para desafiar o atual presidente da entidade máxima do futebol, em meio à crise provocada pela proposta de privatização das receitas da Copa do Mundo. A movimentação ganhou força após Infantino anunciar um plano para vender participação nos ativos comerciais do Mundial, proposta que desencadeou forte reação da Uefa, de clubes e de diversas federações nacionais. De acordo com a publicação, uma reunião de emergência foi convocada pela Uefa para discutir possíveis respostas ao projeto, incluindo um eventual boicote ao torneio e alternativas políticas para enfraquecer a posição de Infantino. Apesar da articulação, Al-Khelaifi tratou de afastar qualquer possibilidade de candidatura. — Nasser não tem absolutamente nenhuma ambição, nenhuma intenção e nenhum interesse no cargo da Fifa. Ele continuará apoiando discretamente todas as instituições do futebol mundial e europeu — afirmou um representante do dirigente ao Telegraph. Al-Khelaifi é considerado uma das personalidades mais influentes do futebol internacional. Além de presidir o PSG desde 2011, também comanda a Qatar Sports Investments e o grupo de mídia beIN Media Group, detentor de direitos de transmissão de competições como a Copa do Mundo e a Liga dos Campeões em diversos mercados. No cenário político do esporte, preside a European Club Football (ECF) — entidade que representa mais de 850 clubes europeus —, integra o Comitê Executivo da Uefa e, desde outubro, representa a organização nas reuniões do Conselho da Fifa. Na quarta-feira, a ECF divulgou uma nota manifestando "séria preocupação" com o plano apresentado por Infantino para a Copa do Mundo. A entidade criticou o fato de não ter sido consultada previamente sobre uma proposta de tamanha relevância e defendeu um processo de discussão mais transparente entre Fifa, Uefa, ligas, clubes, jogadores e demais integrantes do futebol mundial.