A falta de desenvolvedores plenos e seniores nos Estados Unidos e na Europa abriu uma porta pouco explorada até pouco tempo atrás: a contratação remota de profissionais latino-americanos, com salário pago em dólar ou euro e sem exigência de mudança de país.
Levantamentos do setor de tecnologia apontam crescimento constante nesse formato de contratação nos últimos anos. Empresas de mercados maduros, com dificuldade para preencher vagas técnicas localmente, passaram a olhar para fora de suas fronteiras em busca de mão de obra qualificada e com custo mais competitivo.
O Brasil aparece como um dos países mais procurados, ao lado de outras nações latino-americanas como México e Colômbia. A combinação de formação técnica sólida, fuso horário próximo ao americano e câmbio favorável para as empresas contratantes tornou a região atrativa para companhias que antes recorriam a processos de imigração, mais lentos e burocráticos.
Um exemplo desse movimento é a Codejobs, plataforma fundada por brasileiros e registrada em Delaware, nos Estados Unidos. A startup atua havia oito meses quando captou US$ 40 milhões, cerca de R$ 230 milhões, em rodada liderada pela Kleiner Perkins, fundo de venture capital do Vale do Silício.












