Quando comecei a acompanhar Bruno, fundador da Poranduba Amazônia, imaginei que nossas conversas seriam sobre turismo. Não foram.

Falamos sobre fluxo de caixa, custos, indicadores, canais de venda, estratégia comercial e posicionamento. Em outras palavras, conversamos sobre aquilo que normalmente discutimos quando queremos ajudar uma empresa a crescer.

A diferença é que a Poranduba nasceu para enfrentar um problema social: gerar renda para comunidades amazônicas por meio do turismo de base comunitária.

Ao longo dos últimos dois anos, acompanhei sua evolução por meio da mentoria da Zunne —programa de investimentos voltada para negócios de impacto socioambiental. Em dois anos, a Poranduba praticamente triplicou o número de turistas atendidos, cresceu 56% em faturamento em 2025 e deve gerar mais de R$ 1 milhão em renda para comunidades amazônicas em 2026.

Mas os números não são o mais importante. Na comunidade de Saracá (PA), por exemplo, uma família que dependia exclusivamente da pesca passou a encontrar no turismo uma fonte de renda mais previsível.