PUBLICIDADE De fibras produzidas a partir de resíduos agrícolas a alternativas criadas em laboratório, a indústria busca caminhos para reduzir impactos ambientais e repensar a forma de vestir 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moda sustentável: por que marcas estão de olho em uma fibra natural que une conforto e durabilidade — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 14:13 Cânhamo industrial revoluciona moda sustentável no Brasil A moda sustentável está se transformando com a introdução de novos materiais, como o cânhamo industrial, que ganha espaço por sua resistência e menor impacto ambiental. Marcas brasileiras, como a Ginger, adotam fibras de cânhamo em suas coleções, aliando estética e sustentabilidade. O avanço tecnológico está mudando a percepção do cânhamo, tornando-o uma opção viável e confortável. A Expo Head Grow, em São Paulo, discutirá essa integração entre moda e cultura canábica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O avanço do debate sobre a cannabis para além do uso medicinal e recreativo também abriu espaço para novas conexões com diferentes setores da economia. Um deles é a moda, que nos últimos anos passou a incorporar o cânhamo industrial como uma alternativa dentro da busca por matérias-primas mais sustentáveis. A chamada hemp fashion, vertente que utiliza fibras de cânhamo na composição de tecidos, começa a ganhar espaço entre marcas que experimentam novos materiais sem abandonar estética, conforto e funcionalidade. No Brasil, algumas grifes já incluíram o material em suas coleções. É o caso da Ginger, marca cofundada pela atriz Marina Ruy Barbosa, que aposta em fibras de hemp misturadas a tecidos usados em peças como camisetas, bodies e regatas. A combinação busca melhorar o caimento e a estrutura das roupas, além de reduzir impactos associados ao processo produtivo. Para a consultora de moda Kelly Gonçalves, o crescimento da hemp fashion acompanha uma transformação mais ampla no comportamento de consumo. O movimento tem como base o uso de fibras de cânhamo industrial, uma matéria-prima vegetal conhecida pela resistência, pelo conforto e pela menor demanda de recursos em comparação com alguns tecidos tradicionais. "Peças produzidas com fibras de cânhamo representam um estilo de vida comprometido com a sustentabilidade, sem abrir mão da qualidade, do conforto e da versatilidade. Não se trata apenas de uma tendência passageira, mas de uma mudança na forma de pensar o vestir, baseada em materiais de menor impacto ambiental e alto desempenho", afirma. Entre as características que ajudam a explicar o interesse crescente pelo material estão a durabilidade, a capacidade de adaptação a diferentes climas e a versatilidade no uso cotidiano. Fibras de cânhamo são reconhecidas pela resistência, podendo ampliar a vida útil das peças quando comparadas a tecidos convencionais. O material também apresenta boa respirabilidade, absorção de umidade e propriedades que reduzem a necessidade de lavagens frequentes. Outro ponto de destaque é a evolução da tecnologia têxtil, que transformou a percepção sobre o cânhamo. Longe da imagem de um tecido rígido ou rústico, o fio de hemp pode receber acabamentos que proporcionam toque mais suave, caimento fluido e uma estética que transita entre referências do linho e do algodão de maior qualidade. "Investir na hemp fashion é apostar em um guarda-roupa mais durável e conectado às discussões ambientais do nosso tempo. Quem ainda associa o cânhamo a um tecido áspero precisa rever essa ideia. A tecnologia permitiu criar materiais confortáveis, elegantes e adequados para diferentes estilos", diz Kelly. A consultora de moda Kelly Gonçalves analisou como a moda se tornou uma forma de expressão dentro de novos movimentos culturais — Foto: Divulgação Evento reúne marcas e debates sobre o setor A relação entre cannabis, comportamento e moda será um dos temas abordados na 10ª edição da Expo Head Grow, feira dedicada ao universo head e grow, que acontece nos dias 15 e 16 de agosto, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. A programação reúne consumidores, empreendedores e profissionais ligados à cultura canábica, com palestras, rodas de conversa, atrações artísticas e musicais, além de expositores que apresentam produtos relacionados à cannabis e ao cânhamo. Para Henrique Oliveira, curador e sócio-fundador da iniciativa, a presença da moda nesse cenário acompanha uma mudança na forma como a cultura canábica vem sendo percebida. Segundo ele, o debate sobre regulamentação e a chegada de novos públicos contribuíram para aproximar o tema de áreas como estilo, identidade e expressão. "Assim como aconteceu com a música, a moda passou a ocupar um espaço importante dentro da cultura canábica, tornando-se uma forma de expressão, identidade e comportamento", avalia.