Defesa do candidato do PL à Presidência alegou a investigadores que senador não atribuiu ao petista 'nenhum fato concreto'; depoimento foi cancelado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Convenção Nacional do PL oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), apresentou na manhã desta terça-feira (28), por escrito, os esclarecimentos à Polícia Federal no âmbito do inquérito que o investiga por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na defesa de sete páginas, Flávio sustenta que não houve qualquer ofensa ao petista no caso. O interrogatório havia sido determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte, mas Flávio preferiu se manifestar por escrito, ao invés de depor presencialmente ou por videoconferência. A investigação foi aberta no Supremo após Flávio publicar na rede social X um post em que associava Lula a crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas e armas. O comentário foi postado em janeiro, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por militares dos Estados Unidos. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio no seu perfil em 3 de janeiro deste ano. Segundo a defesa de Flávio Bolsonaro, o candidato do PL compártilhou notícias verdadeiras, seguidas de dois comentários separados e "independentes entre si". Para os advogados do senador, a calúnia exige a atribuição de um fato específico e falso, o que não teria ocorrido no caso. "Dizer que alguém 'será delatado' significa, tão somente, afirmar que essa pessoa será mencionada por um colaborador no âmbito de seu depoimento. Nada além disto. E ser mencionado por um colaborador em seu depoimento não significa ter contra si uma imputação criminosa ou ter a atribuição de uma prática ilícita em seu desfavor", alegou a defesa de Flávio na manifestação encaminhada à PF. "Afinal, nem tudo o que um colaborador diz envolve um fato criminoso, bem como nem toda pessoa por ele mencionada é infratora. Logo, alguém pode sim ser delatado (ou seja: estar mencionado em uma colaboração) sem ter praticado qualquer crime ou sem ser objeto de uma imputação."
Flávio Bolsonaro envia esclarecimentos por escrito à PF em inquérito sobre calúnia contra Lula
Defesa do candidato do PL à Presidência alegou a investigadores que senador não atribuiu ao petista 'nenhum fato concreto'; depoimento foi cancelado










