Em um sábado ensolarado de junho, Lee Yeon-su tirou o dia de folga no trabalho e pegou um trem de Seul para Busan para assistir a mais um show da super banda pop BTS.

Era a terceira vez em três meses.

Em março, ela esteve entre a multidão que lotava o centro de Seul quando o septeto fez seu retorno, mas o palco estava longe demais. Em abril, no primeiro dia da turnê mundial, choveu torrencialmente, abafando as vozes dos cantores. Mas, desta vez, em Busan, foi "incrível".

"Toda vez que vou a um show do BTS, percebo como sou feliz por poder admirá-los e apoiá-los por decisão própria", diz Yeon-su, que não é seu nome verdadeiro. "Isso teria sido inimaginável na Coreia do Norte."

Foi lá que ela nasceu, logo ao norte da fronteira fortemente vigiada com a Coreia do Sul. O mundo exterior estava fora de seu alcance, isolado por um regime baseado no medo, na vigilância e na lealdade.