Pequenas e médias empresas brasileiras ainda tentam entender como poderão se beneficiar do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Enquanto grandes exportadoras já revisam contratos, sistemas internos e estratégias de exportação para aproveitar a redução de tarifas, companhias menores têm dificuldade para identificar os produtos beneficiados, as exigências que precisarão cumprir e os procedimentos necessários para acessar os novos benefícios.
O desafio vai além de conhecer as novas alíquotas. Para usufruir das preferências comerciais, as empresas precisam verificar se seus produtos terão eliminação imediata das tarifas ou cronogramas graduais de redução, entender se estarão sujeitos a cotas de exportação, comprovar a origem das mercadorias, adaptar sistemas internos de controle e atender a exigências regulatórias, sanitárias e ambientais da União Europeia. Em alguns casos, quem conseguir se adequar mais rapidamente poderá ocupar primeiro cotas anuais limitadas de exportação.
A corrida ocorre pouco mais de dois meses após o início da aplicação provisória do acordo, em vigor desde 1º de maio. Embora a implementação definitiva ainda dependa da conclusão dos trâmites institucionais na União Europeia, incluindo manifestação do Parlamento Europeu após a análise da Corte de Justiça da UE, as preferências comerciais já estão sendo aplicadas pelos dois blocos.







