Dólar também perde força em relação a outras moedas principais, mas de forma contida Manhã no mercado: Pausa nos ataques entre EUA e Irã derruba petróleo e anima ativos de risco — Foto: Jason Alden/Bloomberg A interrupção nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã no fim de semana provoca uma melhora relevante no sentimento de risco nos mercados globais. Os preços do petróleo despencam tanto em Londres quanto em Nova York, o que gera um alívio nos juros e nas bolsas globais. O dólar também perde força em relação a outras moedas principais, mas de forma contida, ao mesmo tempo em que a retirada dos prêmios nos rendimentos dos Treasuries também não é tão expressiva, em um sinal de que os investidores seguem atentos aos riscos inflacionários. “Mesmo com uma reação mais aguda no petróleo (queda) e nas bolsas (alta), os juros americanos reagem apenas de maneira tímida, com fechamento de taxas inferior a 5 pontos-base na parte longa da curva”, observa Dan Kawa, sócio da We Capital. “Isso mostra como existem outros vetores (fiscal, emissão de dívida ‘investment grade’ das hyperscalers etc) afetando a curva de juros, e com impacto não desprezível para portfólios diversificados”, enfatiza o executivo. Há pouco, por volta de 7h40 (de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent para setembro recuava 8,04%, a US$ 89,00. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega no mesmo mês cedia 6,95%, a US$ 83,10 por barril. No mercado de Treasuries, a taxa da T-note de dez anos caía 4,4 pontos-base, ao passar de 4,687% para 4,643%. Já entre os futuros dos principais indicadores acionários de Nova York, o futuro do S&P 500 subia 0,98% e o do Nasdaq avançava 1,62%. O ambiente externo deve ser importante para a dinâmica dos mercados locais. No horário acima, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava em queda de 0,19%, aos 101,273 pontos. Vale notar, porém, que o dólar opera em alta em relação a divisas como a coroa norueguesa e o dólar canadense, que costumam andar em linha com os preços do petróleo, assim como o real. É possível, assim, que a moeda brasileira possa sofrer alguma correção diante do tombo sofrido pela commodity no exterior.