O acordo preliminar firmado entre Estados Unidos e Irã põe fim a uma guerra que durou mais de quatro meses e provocou a maior disrupção na oferta global de petróleo em décadas. Com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, a commodity despenca para a faixa dos US$ 80 por barril, impulsionando uma forte alta das bolsas globais nesta segunda-feira. A queda dos preços da energia também reduz parte das pressões inflacionárias que vinham preocupando os investidores, às vésperas das decisões de juros do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No Brasil, o recuo do petróleo tende a pressionar as ações da Petrobras, mas a melhora do sentimento nos mercados internacionais e o aumento do apetite por risco podem favorecer ações ligadas à economia doméstica, enquanto os mercados de câmbio e juros também devem repercutir o cenário mais benigno. Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 subia 1,23% e o do Nasdaq avançava 2,05%, enquanto, na Europa, o Stoxx 600 ganhava 0,69%. O DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, cedia 0,26%, aos 99,49 pontos. Em Londres, o petróleo Brent para entrega em agosto caía 4,81%, a US$ 83,15 por barril. Já em Nova York, o WTI para julho recuava 5,07%, a US$ 80,58. O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na noite deste domingo (14, madrugada de segunda no Oriente Médio) em uma publicação no X. No texto, ele afirmou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação e também determinou a liberação da rota marítima sem a cobrança de pedágios ou taxas e incentivou a retomada do transporte global de combustíveis. Apesar de os termos exatos não terem sido divulgados, Sharif afirmou que o pacto exigia "o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano". Outro acordo mais abrangente será negociado durante um período de cessar-fogo de 60 dias, incluindo o alívio das sanções contra o Irã, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kazem Gharibabadi. À Reuters, fontes disseram que o destino do programa nuclear iraniano, outra questão crucial para Trump, também será abordado nessas conversas posteriores. Assim, a sessão deve ser positiva para os ativos de risco globais, enquanto os investidores acompanham o Relatório Focus, no Brasil, e os dados de produção industrial de maio nos Estados Unidos, em busca de sinais adicionais sobre os próximos passos da política monetária nas duas economias.
Manhã no mercado: Fim da guerra entre EUA e Irã impulsiona bolsas globais e derruba petróleo em semana de decisões de Fed e Copom
Recuo da commodity tende a pressionar as ações da Petrobras, mas a melhora do sentimento nos mercados internacionais e o aumento do apetite por risco podem favorecer papéis ligados à economia doméstica











