Bolsas globais registram alta, e ouro sobe à medida que pausa nos combates no Oriente Médio reduziu o risco de inflação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Petróleo despenca com a diminuição de ameaças ao abastecimento no Oriente Médio e no Mar Negro — Foto: Tim Rue/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 09:21 Petróleo cai com trégua EUA-Irã, bolsas globais em alta O preço do petróleo caiu significativamente após uma pausa nos ataques dos EUA ao Irã, aliviando a pressão sobre o fornecimento global. A interrupção dos combates no Oriente Médio reduziu riscos inflacionários, impulsionando bolsas na Ásia e Europa. Apesar da queda, os contratos de petróleo ainda acumulam alta mensal. O ouro também subiu, refletindo a redução nas tensões geopolíticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O petróleo despencou depois que os Estados Unidos interromperam quase duas semanas de ataques diários contra o Irã e petroleiros seguiram para carregar petróleo em um terminal de exportação do Cazaquistão que havia sofrido recentes interrupções, reduzindo as pressões sobre a oferta em um mercado que vinha sendo afetado por múltiplos fatores. A forte queda dos preços do petróleo impulsionou a alta das Bolsas na Ásia e na Europa. Ouro subiu à medida que pausa nos combates no Oriente Médio reduziu o risco de inflação. O petróleo Brent, referência internacional, chegou a cair mais de 9% em Londres, recuando para abaixo de US$ 88 por barril, poucos dias após superar a marca de US$ 100. No entanto, por volta de 7h40 (hora de Brasília), era negociado a US$ 89,16, com queda de 7,87%.Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou queda, sendo negociado a US$ 83,14 (-6,91%). Mesmo com a forte queda desta segunda-feira, os contratos futuros do petróleo ainda acumulam alta de cerca de 20% no mês, à medida que os houthis apoiados pelo Irã continuam ameaçando as exportações sauditas pelo Mar Vermelho — uma rota que se tornou essencial desde que a guerra comprometeu o fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz. O conflito, que entra em seu quinto mês, intensificou os temores de um choque inflacionário, diante da redução dos estoques e da disparada dos preços dos combustíveis. Confira a seguir o desempenho das Bolsas no mundo: Na Ásia: Japão: +0,50% (fechamento)Hong Kong: + 0,98% (fechamento)Shenzhen: +1,15% (fechamento) Na Europa: Londres: + 0,62%Paris: + 1,00%Frankfurt: + 1,69% Nos EUA: Futuro do S&P: + 0,86%Futuro do Nasdaq: + 1,34%Futuro do Dow Jones: + 1,11% O ouro subiu depois que a interrupção dos confrontos entre os EUA e o Irã reduziu os riscos para a oferta de petróleo e amenizou as preocupações com a inflação, que vinham alimentando expectativas de uma política monetária mais restritiva. O metal precioso chegou a avançar até 1,6%, ultrapassando a marca de US$ 4.100 por onça. Suspensão dos ataques Após 13 noites consecutivas de ataques destinados a enfraquecer a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais, os Estados Unidos aparentemente suspenderam as operações desde o fim da sexta-feira. Paralelamente, a República Islâmica sinalizou que está evitando qualquer retaliação e manteve conversas com Omã sobre o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, navios se preparam para carregar petróleo no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (Caspian Pipeline Consortium), localizado na costa russa do Mar Negro, principal ponto de exportação do petróleo do Cazaquistão. Nos últimos dias, embarcações na região vinham sendo alvo de drones ucranianos, tornando os armadores mais relutantes em atracar no local e comprometendo um importante canal de abastecimento para compradores europeus. — A interrupção dos ataques e os relatos de avanços nas negociações aumentaram as expectativas de que um caminho para a redução das tensões esteja voltando a surgir, o que pode levar à recuperação dos fluxos de abastecimento — afirmou Saul Kavonic, analista sênior de energia da MST Marquee. No entanto, ele alertou que “há um risco elevado de que qualquer cessar-fogo se revele apenas temporário”. Antes da suspensão das ações militares dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump havia elevado o tom ao sugerir a possibilidade de intensificar a ofensiva, dando continuidade a uma série de ameaças de escalada do conflito. Na semana passada, Trump disse ao site Axios que estava considerando realizar um “ataque em larga escala”. Questionado no fim de semana pelo programa Meet the Press, da NBC, sobre se o presidente americano havia desistido de intensificar a ofensiva, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, respondeu que Trump estava “dando espaço para que as negociações avancem”. Ação dos houthis Enquanto isso, os rebeldes houthis no Iêmen afirmaram ter atacado, no sábado, instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Nem o governo saudita nem a estatal de petróleo confirmaram a alegação. Yanbu, terminal ocidental do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, tornou-se a principal via de exportação de petróleo bruto do reino desde que o Estreito de Ormuz ficou praticamente bloqueado. Jizan abriga uma refinaria e um terminal de exportação. No domingo, um superpetroleiro com destino à Ásia, carregado com petróleo saudita, deixou o Mar Vermelho pela rota mais longa do Canal de Suez, enquanto outras embarcações continuam assumindo o risco de atravessar o Estreito de Bab el-Mandeb. As travessias pelos principais gargalos marítimos continuam muito abaixo do normal, indicando que os armadores ainda mantêm uma postura cautelosa. No Estreito de Ormuz, o tráfego permaneceu reduzido, com apenas oito embarcações de transporte de commodities — principalmente petroleiros de menor porte para derivados e navios graneleiros — realizando a travessia no domingo, segundo dados da Kpler. A televisão estatal iraniana informou que cinco dos seis navios que tentaram utilizar uma rota ao sul do Estreito de Ormuz — um corredor marítimo próximo à costa de Omã — foram obrigados a retornar ao Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz é a principal ligação entre o Golfo Pérsico e os mercados globais.
Petróleo despenca com trégua nos ataques entre EUA e Irã
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