Trégua pressiona preços do petróleo para baixo e aumentou a confiança dos investidores antes de uma semana movimentada de reuniões de bancos centrais Notas de dólar — Foto: Dimas Ardian/Bloomberg O dólar caiu em relação a outras moedas importantes nesta segunda-feira, após os Estados Unidos suspenderem os bombardeios no Irã, o que pressionou os preços do petróleo para baixo e aumentou a confiança dos investidores antes de uma semana movimentada de reuniões de bancos centrais. Por volta das 8h30, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – recuava 0,13% a 101,33 pontos. Nesse contexto, o euro subia 0,2% a US$ 1,1393; a libra caía 0,06% a US$ 1,3317; e o dólar caía 0,2% contra a moeda japonesa, negociado a 163,53 ienes, a caminho de sua maior queda diária desde 10 de julho. Os preços do petróleo despencaram, com o Brent caindo 7,58%, para US$ 89,44 o barril, após os militares dos Estados Unidos suspenderem temporariamente seus ataques que duravam duas semanas. O Irã suspenderá seus próprios ataques, desde que os Estados Unidos façam o mesmo, disse uma autoridade iraniana do alto escalão à Reuters no domingo, após uma iniciativa liderada pela China para retomar os esforços diplomáticos paralisados no Paquistão para pôr fim à guerra. Além disso, a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) está marcada para 28 e 29 de julho. Com o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, oferecendo poucas indicações sobre as perspectivas da política monetária, os mercados recalibraram drasticamente as expectativas de juros neste mês, primeiro após um relatório de inflação mais fraco do que o esperado e depois em resposta à escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, que elevou brevemente o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril. Os contratos futuros de Fed Funds precificam uma probabilidade de uma em três de um aumento de 25 pontos-base na quarta-feira, acima dos 16% de probabilidade da semana passada, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. “Pode ser que o mercado não esteja particularmente bem informado após esta reunião porque Warsh não gosta de dar orientações futuras, e há muita incerteza, principalmente em relação à duração da guerra com o Irã”, disse Jane Foley, chefe de estratégia cambial do Rabobank. O Banco da Inglaterra e o Banco do Japão devem manter as taxas de juros inalteradas em suas reuniões de quinta e sexta-feira, respectivamente, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura cautelosa em relação à inflação. Com o iene próximo das mínimas de 40 anos registradas na semana passada em relação ao dólar, espera-se que o Banco do Japão deixe a porta aberta para novos aumentos a fim de conter a queda da moeda, embora os formuladores de políticas provavelmente permaneçam ambíguos quanto ao ritmo e ao momento das medidas. Os esforços verbais para apoiar a moeda japonesa produziram, até o momento, resultados discretos. “Há uma sensação de estar pisando em ovos quando o Fed e as autoridades japonesas estão preparados para serem menos previsíveis e quando não há um grande entendimento sobre o que pode acontecer a seguir entre os Estados Unidos e o Irã”, escreveu Paul Mackel, chefe global de pesquisa cambial do HSBC. “Ainda preferimos favorecer o dólar.” Já a libra esterlina antingiu mínimas de várias semanas de 1,330 em relação ao dólar na semana passada. O Banco da Inglaterra também enfrenta novos riscos de inflação devido à alta dos preços do petróleo, poucos dias após a posse do novo primeiro-ministro Andy Burnham e do ministro das Finanças John Healey. A coroa norueguesa valorizou-se 0,4%, cotada a 9,567 por dólar. A moeda tem estado entre as principais com melhor desempenho neste mês, impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo, que melhorou as perspectivas para a economia exportadora de energia.
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